#LifeStyle - Correr pode ser legal

Cada fase nova traz uma descoberta. E, dessa vez, a mulher que tudo faz se desafiou a entrar no mundo dos esportes. Não vou mentir: caminhar sempre foi uma das minhas coisas favoritas da vida quando eu morava em Petrópolis. Houve uma época — acho que entre 2013 e 2014 — em que eu combinava com os meus amigos da escola de ir caminhar pelo Lago Quitandinha. Além do exercício, surgiam conversas boas e interessantes, fortalecimento de vínculos e, claro, uma vista incrível.
Além de viver esses momentos com a caminhada, acredite: eu era uma peregrina em série. Andava da minha antiga casa até o centro da cidade ou por qualquer outro percurso que surgisse por Petrópolis. Além de me tornar mais ativa, eu criava ótimas ideias e playlists no caminho.
Quando me mudei para São Paulo, confesso que me tornei um pouco preguiçosa. Tentei correr uma vez e, na época, até gostei da sensação, mas continuei pulando o cardio quando ia à academia. Até que o improvável aconteceu: comecei a namorar um paulista e atleta — dá para acreditar?
Com seu jeitinho de golden retriever, fui desafiada a participar da minha primeira corrida: Run Series TFS Sports (etapa JK Iguatemi). Meu tempo foi de 45 minutos no percurso de 5 km. Eu me surpreendi, confesso. Para quem só tinha se arriscado uma única vez em uma corrida, me senti realizada.
Uma coisa que aprendi sobre a corrida é que, como qualquer outra modalidade esportiva, ela exige treino e cuidados com o corpo. Também entendi que o cardio da academia é completamente diferente de correr de forma atlética. Desde aquela corrida, me sinto desafiada todos os dias a treinar para melhorar meu rendimento e, quem sabe, transformar a corrida em mais um dos meus hobbies favoritos.
Correr se tornou uma grande forma de me reconectar com as minhas ideias e sentimentos. E pode parecer clichê, mas realmente não é sobre a chegada — é sobre o trajeto percorrido. A corrida me faz sentir aquela mesma sensação de quando eu era adolescente e fazia caminhadas com os meus amigos da escola. Ela me reconecta com uma parte ingênua minha, da qual eu sentia muita falta.
Aos poucos, tenho assumido essa responsabilidade e esse compromisso comigo.
Eu te desafio a tentar. Você não vai se arrepender.

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